07 May 2014
Indiferente
Fantasiava a ideia de que era diferente
Eis que de tanto acreditar cegou seus instintos
Da brava valente se tornara a descontente
Sua ilusão não suportava seus órgãos famintos
Seus olhos negros derramavam o mundo
Com tanta chuva regou sua delicada flor
Desejava se enterrar bem fundo
Pois não viveria de desgosto e desamor
Oh pobre gélida menina!
Trocara sua nudez pela beleza da dor
Sonha que esta não seja sua sina
Ou que de todo seja apenas seu destruidor
Vencida e atormentada pelo cansaço
Se trancara na caixinha dos esquecimentos
Escreveu seu rascunho da vida no almaço
Demonizou os sorrisos e sentimentos
Todas as esperanças levava em suas canecas
Tomava o café e excluía de si falsas promessas
Da cheia de fé se tornou uma das céticas
De estampadas no rosto no buraco negro imersas
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