03 October 2013
O quarto escuro
Ali tem uma porta, ela se trancou e destrancou inúmeras vezes. O quarto era escuro, mas era libertador sair pela porta. Entretanto eles a puxavam para dentro. Como viver naquele escuro? Ela passou a não ter mais medo e ficar quieta lá dentro, era como se não se importasse, não era mais assustador. Era apenas normal. E toda vez que a empurravam pro quarto ela se mantinha silenciosa, até o escuro aborrece-la. Não era um tormento mais, e sim um aborrecimento. Ela mesma se destrancava e corria pelo lado de fora. Acho que ela se perdeu lá, não vai mais voltar. E aqueles que a empurravam estão trancados lá, permanecendo trancados e distantes.
06 May 2013
É
O soluço contido na garganta, as roupas molhadas de lágrimas, o incessante click em páginas aleatórias e as desesperadas tentativas de tirar da cabeça. Apenas dói, dói demais... talvez teria sido melhor nunca ter existido. Antes a frieza do que um dia ter sentido.
05 May 2013
Again
E quando você se sente impotente, inútil, sem controle dos seus sentimentos: chore.
Chore, chore muito. Porque guardar dói, dói muito mais e você não aguenta.
Porque toda vez que você se sentir um nada vai ter alguém pra poder segurar sua mão e poder dizer que vai ficar tudo bem.
E quando você se sentir que o mundo tá desabando alguém pode te ajudar a construir outro.
E quando você pensar que o amor deve morrer, existirá alguém pra lhe dar o melhor.
Mesmo que você pense que nada restou, ainda existe muito pra se criar e viver.
Você, eu e todos deveríamos nos lembrar. Não parar pra sentar no meio do caminho e sim andar chorando porque mais pra frente algo pode lhe trazer o sorriso de volta.
Chore, chore muito. Porque guardar dói, dói muito mais e você não aguenta.
Porque toda vez que você se sentir um nada vai ter alguém pra poder segurar sua mão e poder dizer que vai ficar tudo bem.
E quando você se sentir que o mundo tá desabando alguém pode te ajudar a construir outro.
E quando você pensar que o amor deve morrer, existirá alguém pra lhe dar o melhor.
Mesmo que você pense que nada restou, ainda existe muito pra se criar e viver.
Você, eu e todos deveríamos nos lembrar. Não parar pra sentar no meio do caminho e sim andar chorando porque mais pra frente algo pode lhe trazer o sorriso de volta.
28 April 2013
Dream
The sun came and is another day
When you look for yourself
And you can't say what you see
Feels like something was crushing
So hard your fragile heart
What you would do if you can't deal
Deal with your feelings?
Deal with your feelings?
'Cause if this is a fucking dream, if i wake up
I'll sleep again, I'll sleep again
Maybe i can make this moment last forever and ever
This brought me a smile that lights up the entire city
My mind does not seem to want to allow it
I don't wanna go back to my empty room
'Cause if this is a fucking dream, if i wake up
I'll sleep again, I'll sleep again
Maybe i can make this moment last forever and ever
10 April 2013
O filme
Me sentei naquele banco da praça, a hora não passava de maneira alguma e eu estava pela primeira vez totalmente sozinha em algum lugar fora de casa.
Olhei a minha volta e vi partes em que estive inúmeras vezes durante minha infância e depois olhei para a parte em que estive inúmeras vezes durante minha transição pré-adolescente para adolescente.
Mirei no segundo lugar, vi pessoas iguais a todos que rondavam a mim e faziam o mesmo que eu um dia já fiz.
E começou a rodar na minha cabeça minha vida inteira exatamente igual como um filme.
Lembrei como foi lidar com as mentiras que circulavam a minha volta quando eu não sabia direito o que era mentira.
Aprendi a me meter em aventuras de criança e cresci com negação e exclusão de todos.
Lidei com o anjinho da Nandinha me defendendo dessas pessoas, porque ela era a mais querida de todos.
Na minha cabeça isso era estranho, eu ser a mais odiada e irmã da mais querida.
Aprendi a lidar com alguns monstros perversos que tornaram tudo mais negro dentro de mim, mas ela tava sempre lá do meu lado e por ela eu não soltava os meus monstros.
Aprendi a lidar com mudanças constantes, diferentes lugares, pessoas mas sempre no final era sempre a mesma coisa.
Aprendi a não tentar sofrer quando a perdi, ao menos por algum tempo mais tentei do que consegui.
Ao mesmo tempo tive que lidar com todas aquelas mentiras do inícios virem a tona, e toda aquela imagem de família perfeita e feliz foi destruída da minha mente, sendo reduzida a pó tão rapidamente.
Foi ela, meu pai, adeus milésima cidade que morei.
E dessa vez mudar me pareceu algo totalmente novo, porque esse extra todo não era incluído nas outras vezes. Então tudo começou e da mesma forma de antes, só que sem toda a minha proteção.
Agora não tinha mais o porque de não soltar meus monstros. Aos poucos eu fui deixando eles saírem até olhar no espelho e eu mesma não me reconhecer.
Comecei a lidar com a raiva absurdamente gigantescas dentro de mim, a vontade de morrer, as constantes mudanças do meu humor e o fato de me machucar o tempo inteiro.
Veio as mudanças físicas, me depreciando, me estragando cada vez mais.
Depois veio o álcool, cigarro até o ponto do que mais poderia fazer mal a mim.
Não soube lidar com meus sentimentos, suas intensidades e o controle deles sob mim.
Me encontrei em relacionamentos desastrosos, me encontrei em relacionamentos que minha própria cabeça tornou desastrosos e dificuldade de saber quem sou eu.
Qual era a minha identidade, fui mudando, mudando.. até ver o que mais me agradava.
Me deparei inúmeras vezes diante da morte.
Me deparei com uma cama de hospital e quase 3 meses olhando pra relógios, agulhas, soro, remédios, exames em cima de exames.
Me deparei com o pânico, me encontrei no pior dos estados que achei que poderia me encontrar.
Me deparei acordando na cti com um tubo que entrava pelo meu nariz e que ia até o estômago.
Me deparei tocando campainha pra enfermeira ir lá porque tava chorando e queria parar de tossir, tossir fazia doer.
Me deparei quase desistindo, era a chance perfeita.
Mas pensei demais mesmo em todos os meus sonhos, tudo o que um dia sonhei... me deparei pensando em tudo como estou fazendo agora.
Aprendi a saber como finalmente as coisas deveriam ser a dois e como o amor realmente é.
Lidei com choros e tristeza assim como lidei com risadas e felicidade.
Finalmente me encontrei levantando depois me jogando pro chão de novo.
Olhei pra trás, e pensei novamente em tudo o que pensei e quis... e levantei.
Busquei meus sonhos e me encontrei.
Por fim eu vi que precisava ser forte, ser forte pra quando bater crise contar até 10 e dar tchau pra ela.
Que pessoas jamais em hipótese alguma vão saber o que senti, o que sinto, o que pensei e o que penso.
E que é natural entrarem e saírem constantemente das nossas vidas. E que vão existir aquelas pra te decepcionar, pra você decepcionar, pra te surpreender e você surpreender.
E que o que se encontra dentro de você, sua essência é importante.
Mas o principal é ser importante pra si mesmo.
E o filme acabou, acendi um cigarro e olhei novamente pras árvores, suspirei bem fundo, levantei e fui pra casa.
Olhei a minha volta e vi partes em que estive inúmeras vezes durante minha infância e depois olhei para a parte em que estive inúmeras vezes durante minha transição pré-adolescente para adolescente.
Mirei no segundo lugar, vi pessoas iguais a todos que rondavam a mim e faziam o mesmo que eu um dia já fiz.
E começou a rodar na minha cabeça minha vida inteira exatamente igual como um filme.
Lembrei como foi lidar com as mentiras que circulavam a minha volta quando eu não sabia direito o que era mentira.
Aprendi a me meter em aventuras de criança e cresci com negação e exclusão de todos.
Lidei com o anjinho da Nandinha me defendendo dessas pessoas, porque ela era a mais querida de todos.
Na minha cabeça isso era estranho, eu ser a mais odiada e irmã da mais querida.
Aprendi a lidar com alguns monstros perversos que tornaram tudo mais negro dentro de mim, mas ela tava sempre lá do meu lado e por ela eu não soltava os meus monstros.
Aprendi a lidar com mudanças constantes, diferentes lugares, pessoas mas sempre no final era sempre a mesma coisa.
Aprendi a não tentar sofrer quando a perdi, ao menos por algum tempo mais tentei do que consegui.
Ao mesmo tempo tive que lidar com todas aquelas mentiras do inícios virem a tona, e toda aquela imagem de família perfeita e feliz foi destruída da minha mente, sendo reduzida a pó tão rapidamente.
Foi ela, meu pai, adeus milésima cidade que morei.
E dessa vez mudar me pareceu algo totalmente novo, porque esse extra todo não era incluído nas outras vezes. Então tudo começou e da mesma forma de antes, só que sem toda a minha proteção.
Agora não tinha mais o porque de não soltar meus monstros. Aos poucos eu fui deixando eles saírem até olhar no espelho e eu mesma não me reconhecer.
Comecei a lidar com a raiva absurdamente gigantescas dentro de mim, a vontade de morrer, as constantes mudanças do meu humor e o fato de me machucar o tempo inteiro.
Veio as mudanças físicas, me depreciando, me estragando cada vez mais.
Depois veio o álcool, cigarro até o ponto do que mais poderia fazer mal a mim.
Não soube lidar com meus sentimentos, suas intensidades e o controle deles sob mim.
Me encontrei em relacionamentos desastrosos, me encontrei em relacionamentos que minha própria cabeça tornou desastrosos e dificuldade de saber quem sou eu.
Qual era a minha identidade, fui mudando, mudando.. até ver o que mais me agradava.
Me deparei inúmeras vezes diante da morte.
Me deparei com uma cama de hospital e quase 3 meses olhando pra relógios, agulhas, soro, remédios, exames em cima de exames.
Me deparei com o pânico, me encontrei no pior dos estados que achei que poderia me encontrar.
Me deparei acordando na cti com um tubo que entrava pelo meu nariz e que ia até o estômago.
Me deparei tocando campainha pra enfermeira ir lá porque tava chorando e queria parar de tossir, tossir fazia doer.
Me deparei quase desistindo, era a chance perfeita.
Mas pensei demais mesmo em todos os meus sonhos, tudo o que um dia sonhei... me deparei pensando em tudo como estou fazendo agora.
Aprendi a saber como finalmente as coisas deveriam ser a dois e como o amor realmente é.
Lidei com choros e tristeza assim como lidei com risadas e felicidade.
Finalmente me encontrei levantando depois me jogando pro chão de novo.
Olhei pra trás, e pensei novamente em tudo o que pensei e quis... e levantei.
Busquei meus sonhos e me encontrei.
Por fim eu vi que precisava ser forte, ser forte pra quando bater crise contar até 10 e dar tchau pra ela.
Que pessoas jamais em hipótese alguma vão saber o que senti, o que sinto, o que pensei e o que penso.
E que é natural entrarem e saírem constantemente das nossas vidas. E que vão existir aquelas pra te decepcionar, pra você decepcionar, pra te surpreender e você surpreender.
E que o que se encontra dentro de você, sua essência é importante.
Mas o principal é ser importante pra si mesmo.
E o filme acabou, acendi um cigarro e olhei novamente pras árvores, suspirei bem fundo, levantei e fui pra casa.
13 March 2013
Perdão
Eu vim tratar de perdão. Eu perdoo.
Me sinto melhor, talvez mais aliviada. Talvez seja porque lidar com os monstros que estão em mim agora parece ser mais fácil.
Eu imagino como seria ter que lutar contra os meus e os seus ao mesmo tempo.
Eu não sentirei raiva, nem rancor, nem ódio e nem tristeza. Portanto eu me perdoo pelos anos, tentativas, lágrimas e sofrimento. Eu me perdoo por ter sido incapaz de suportar as consequências do que seria lutar por alguém.
Mas eu perdoo você, em todos os sentidos. Porque aprendi que o seu necessário não era receber amor e sim aprender a amar.
Parece mais libertador agora, pois me libertei dos sentimentos ruins que guardei.
Não quero lhe desejar mal, quero que consiga se libertar também.
Afinal, você é como eu. Você deita, encolhe, chora e morre.
Afinal, você é como eu. Você deita, encolhe, chora e morre.
Estou entendendo como é na vida esticar, levantar, sorrir e viver.
Espero que um dia seja você.
Então eu perdoo o tempo. Por ter passado tão rápido diante dos meus olhos, por ter apenas ser reduzido ao pó.
Por ter me apresentado a esperança. Era tão tentadora...
Hoje a minha esperança vive apenas para esperar o bem, não só o meu e nem o seu, o de todos.
Eu perdoo a razão por ter falhado em diversos momentos.
Na realidade eu resolvi perdoar tudo.
Para agora seguir meu caminho em frente e lhe deixar para trás péssimo amigo.
Não desejarei boa sorte, mas que evolua da mesma forma que todos quiseram evoluir a sua volta. Assim como eu.
Eu perdoo.
14 February 2013
Porta
Desculpa bater na sua porta, mas já que estou aqui me deixa entrar?
Prometo não incomodar!
Apenas me diga que poderei chamar aqui de lar que irei cuidar todo dia e nunca deixarei bagunçar.
Desculpa querer ficar, mas encontrei um lugar pra amar.
Mas se todo o caso você não aceitar eu volto amanhã e posso com a mesma desculpa tentar entrar.
Novo caminho
Era movida por medos, medos maiores que sua própria pessoa.
Vivia imersa nas lágrimas que insistiam em surgir.
Encarava a vida com passos curtos e corpo pesado.
Não se permitia guardar a esperança dentro de si.
Jogava fora as expectativas quando as ganhavam.
Nunca se permitiu viver o que ela era.
Nunca permitiu expor sua verdade.
E agora?
A energia se movimentando de forma brusca lá pra cá e vice-versa.
Corpo trêmulo.
Batimentos sentidos em todas as células.
Tontura.
A necessidade de se libertar para a verdade.
Querer fazer parte desse caminho.
Querer estar ao lado.
Pedir a si mesma que deixe o medo ir.
Ir embora e pra longe daqui.
Vivia imersa nas lágrimas que insistiam em surgir.
Encarava a vida com passos curtos e corpo pesado.
Não se permitia guardar a esperança dentro de si.
Jogava fora as expectativas quando as ganhavam.
Nunca se permitiu viver o que ela era.
Nunca permitiu expor sua verdade.
E agora?
A energia se movimentando de forma brusca lá pra cá e vice-versa.
Corpo trêmulo.
Batimentos sentidos em todas as células.
Tontura.
A necessidade de se libertar para a verdade.
Querer fazer parte desse caminho.
Querer estar ao lado.
Pedir a si mesma que deixe o medo ir.
Ir embora e pra longe daqui.
11 February 2013
O menino
Sempre são as mesmas palavras, as mesmas ações o mesmo tudo.
As coisas se tornaram exacerbadamente previsíveis e isso é agonizante.
Antigamente era uma luta para entender ou ao menos se quer adivinhar o próximo minuto, agora pode-se saber de cor e salteado.
Você se senta aqui para mostrar seu drama, não condiz com sua própria pessoa e fala que é preferível ficar na cama.
Você se levanta, fica firme, mutila qualquer coração e depois suspira bem fundo e se desespera com a solidão.
Não há ajuda, não há o que lhe falar já tentei me explicar.
Que ao olhar no espelho nós vemos nós mesmos, mas ao olhar os outros não.
Não sabemos quem talvez também carregue uma dor semelhante a nossa, então é menos pesaroso fazer com que sintam também.
Não sabemos suas vontades, mas o que tem demais em ser egoísta? Não, não tem nada. Mas de pouquinho em pouquinho você virou escravo do teu próprio ego.
E o que esperas da vida? Vagar inutilmente?
A confiança que você busca em alguém você precisa encontrar em si mesmo.
Se libertar, se libertar pra amar o que pode ser amado e aprender que que a maldade deve ser esquecida e receber o bem como se fosse um último presente.
As coisas se tornaram exacerbadamente previsíveis e isso é agonizante.
Antigamente era uma luta para entender ou ao menos se quer adivinhar o próximo minuto, agora pode-se saber de cor e salteado.
Você se senta aqui para mostrar seu drama, não condiz com sua própria pessoa e fala que é preferível ficar na cama.
Você se levanta, fica firme, mutila qualquer coração e depois suspira bem fundo e se desespera com a solidão.
Não há ajuda, não há o que lhe falar já tentei me explicar.
Que ao olhar no espelho nós vemos nós mesmos, mas ao olhar os outros não.
Não sabemos quem talvez também carregue uma dor semelhante a nossa, então é menos pesaroso fazer com que sintam também.
Não sabemos suas vontades, mas o que tem demais em ser egoísta? Não, não tem nada. Mas de pouquinho em pouquinho você virou escravo do teu próprio ego.
E o que esperas da vida? Vagar inutilmente?
A confiança que você busca em alguém você precisa encontrar em si mesmo.
Se libertar, se libertar pra amar o que pode ser amado e aprender que que a maldade deve ser esquecida e receber o bem como se fosse um último presente.
05 February 2013
Eu sou o medo
Quanto mais procuro me conhecer mais eu me perco dentro de mim. Me perder em partes vazias ou me perder no breu infinito que me engole por dentro.
Talvez eu nunca vou entender qual é o sentido da vida, qual é o sentido de eu ser o que sou.. Aliás, o que sou mesmo? Eu não sei, muito menos você.
O que mais me agoniza foi ter lido tantos livros, ter dormido tantas noites ouvindo as pessoas que eu julgava serem as mais sábias que meninas se encontram, encontram caminhos, vencem bruxas, madrastas, imigrantes, bandidos e que descobrem dentro de si o amor que podem dar, mas não há especificamente para uma única pessoa, mas para todos aqueles participaram do caminho e claro aquele que vai estar ali ao seu lado.
E o que na realidade você está fazendo aqui, o que estou fazendo aqui? O que são sentimentos, o que é amar? o que é dor? o que é sorrir? o que é dormir? o que é viver?
Eu vivo num constante questionário interior, mas o problema é ter medo de qualquer tipo de resposta.
O maior medo é viver imersa na própria escuridão, medo de encontrar algo que pode complementar seu bem para ir a estaca zero de novo. Medo de plantar e cultivar sentimentos pra alguém pisar, cuspir ou queimar. Medo de esperança, medo de esperar, medo de querer, medo de querer ficar, medo de querer gostar... Medo de ter tanto medo e não viver e não poder tudo voltar.
Talvez eu nunca vou entender qual é o sentido da vida, qual é o sentido de eu ser o que sou.. Aliás, o que sou mesmo? Eu não sei, muito menos você.
O que mais me agoniza foi ter lido tantos livros, ter dormido tantas noites ouvindo as pessoas que eu julgava serem as mais sábias que meninas se encontram, encontram caminhos, vencem bruxas, madrastas, imigrantes, bandidos e que descobrem dentro de si o amor que podem dar, mas não há especificamente para uma única pessoa, mas para todos aqueles participaram do caminho e claro aquele que vai estar ali ao seu lado.
E o que na realidade você está fazendo aqui, o que estou fazendo aqui? O que são sentimentos, o que é amar? o que é dor? o que é sorrir? o que é dormir? o que é viver?
Eu vivo num constante questionário interior, mas o problema é ter medo de qualquer tipo de resposta.
O maior medo é viver imersa na própria escuridão, medo de encontrar algo que pode complementar seu bem para ir a estaca zero de novo. Medo de plantar e cultivar sentimentos pra alguém pisar, cuspir ou queimar. Medo de esperança, medo de esperar, medo de querer, medo de querer ficar, medo de querer gostar... Medo de ter tanto medo e não viver e não poder tudo voltar.
14 January 2013
Passa o tempo
Um café pra esquecer o sono, ou uma vodka pra dormir de vez.
Agonizando na própria cabeça, segurando o telefone forte como se fosse o mundo acabando.
Mordendo os lábios, arrancando o que resta das unhas, escrevendo e apagando mensagens.
Novamente a sensação de que é o mundo acabando.
Olhos piscando freneticamente com 1 tonelada pesando neles, deitando a cabeça no travesseiro e me perdendo no relógio.
Muito drama, pouca calma..
Querer dormir, não querer dormir, contado carneirinhos e checando tudo novamente.
Segundos torturam mais que tudo.
O que tá acontecendo? O que pode estar acontecendo? O que houve? Como as coisas estão? Estou fora de ar, segurado o coração.
Agonizando na própria cabeça, segurando o telefone forte como se fosse o mundo acabando.
Mordendo os lábios, arrancando o que resta das unhas, escrevendo e apagando mensagens.
Novamente a sensação de que é o mundo acabando.
Olhos piscando freneticamente com 1 tonelada pesando neles, deitando a cabeça no travesseiro e me perdendo no relógio.
Muito drama, pouca calma..
Querer dormir, não querer dormir, contado carneirinhos e checando tudo novamente.
Segundos torturam mais que tudo.
O que tá acontecendo? O que pode estar acontecendo? O que houve? Como as coisas estão? Estou fora de ar, segurado o coração.
Tchau
Odeio despedidas... mesmo que seja aquele "até logo" parece que o "logo" vai demorar, o coração aperta ao máximo e a ansiedade começa a te enlouquecer.
As vezes é preciso, é preciso se acostumar com a falta, mas é detestável a saudade quando tudo o que você quer é estar perto.
Nem que seja pra falar um "oi", ou perguntar "´tá tudo bem?" ou "está com fome?" ou pra ouvir um "foda-se" ou "você é chata".
Saudades é aquilo que você sente quando o que está do seu lado é um vazio que só pode ser preenchido por alguém e esse alguém está longe.
Longe poder ser logo ali... mas todo "logo" parece demais quando tudo o que se quer é um "aqui".
As vezes é preciso, é preciso se acostumar com a falta, mas é detestável a saudade quando tudo o que você quer é estar perto.
Nem que seja pra falar um "oi", ou perguntar "´tá tudo bem?" ou "está com fome?" ou pra ouvir um "foda-se" ou "você é chata".
Saudades é aquilo que você sente quando o que está do seu lado é um vazio que só pode ser preenchido por alguém e esse alguém está longe.
Longe poder ser logo ali... mas todo "logo" parece demais quando tudo o que se quer é um "aqui".
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