Quanto mais procuro me conhecer mais eu me perco dentro de mim. Me perder em partes vazias ou me perder no breu infinito que me engole por dentro.
Talvez eu nunca vou entender qual é o sentido da vida, qual é o sentido de eu ser o que sou.. Aliás, o que sou mesmo? Eu não sei, muito menos você.
O que mais me agoniza foi ter lido tantos livros, ter dormido tantas noites ouvindo as pessoas que eu julgava serem as mais sábias que meninas se encontram, encontram caminhos, vencem bruxas, madrastas, imigrantes, bandidos e que descobrem dentro de si o amor que podem dar, mas não há especificamente para uma única pessoa, mas para todos aqueles participaram do caminho e claro aquele que vai estar ali ao seu lado.
E o que na realidade você está fazendo aqui, o que estou fazendo aqui? O que são sentimentos, o que é amar? o que é dor? o que é sorrir? o que é dormir? o que é viver?
Eu vivo num constante questionário interior, mas o problema é ter medo de qualquer tipo de resposta.
O maior medo é viver imersa na própria escuridão, medo de encontrar algo que pode complementar seu bem para ir a estaca zero de novo. Medo de plantar e cultivar sentimentos pra alguém pisar, cuspir ou queimar. Medo de esperança, medo de esperar, medo de querer, medo de querer ficar, medo de querer gostar... Medo de ter tanto medo e não viver e não poder tudo voltar.
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