20 March 2014

As vezes

As vezes tudo o que quero é que as coisas saiam exatamente como planejei na minha mente. As vezes, só para não dizer sempre. Parece que quando perco controle dos meus planos eu fico sem controle de tudo. E quando vejo que não consigo sair do redemoinho que entrei fica meio desesperador. Porque as vezes tudo o que quero é que eu e você sejamos um só. As vezes, só para não dizer sempre. E quando você está presente, parece que todo o controle se vai. Eu perco meu ar, eu perco o chão, eu começo a flutuar dentro do redemoinho. Não parece desesperador. As vezes tudo o que quero é acordar e vê-lo do meu lado. As vezes, só para não dizer sempre. Quando abro os olhos de manhã, procuro seu rosto, procuro sua mão, seu corpo, eu procuro você do lado e parece que quando não encontro eu perco o controle. E o redemoinho me enlouquece e sobrepõe o desesperador. As vezes eu só queria que não fosse tudo complicado. As vezes, só para não dizer sempre. Porque parece que quando meus planos não incluem você, a minha vida torna-se um redemoinho e o tudo se resume em dor.

19 March 2014

Covarde

Eu admito diversas vezes na minha vida que eu tenho medo, tenho medo de tudo... eu sou uma covarde. Eu sou covarde, mas covarde assumida. Eu quero me jogar de cabeça, mas algo me freia... eu consigo me jogar e algo me lembra de frear. Acontece que em todos esses anos eu esperei demais, demais mesmo e isso me engoliu, me tomou por completo e agora não sei mais o que seria deixar de te amar. Porém amar assim, demais, nessa intensidade chega a ser assustador. E onde deixar o medo de ser como nas outras vezes? Tudo o que mais quero é poder daqui meses olhar pra trás e pensar que todo esse medo foi inútil. E dizer mais um pouquinho pra você sobre meu amor.